Archive for the 'Saúde' Category

Pesquisa confirma infecções por “novo” tipo de HIV no Brasil

Pessoas podem ser infectadas duas vezes pelos diferentes vírus da Aids

Do R7

Getty Images

Estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da Aids em 15 pacientes no Brasil, todos em situação de infecção simultânea com o HIV-1, que já circula aqui. Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no país, mas o novo estudo usou meios mais precisos de confirmação e encontrou o maior número de casos.

Para o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas contra a doença, o estudo tem impacto principalmente sobre a prevenção. Reforça a necessidade de uso da camisinha, por provar o risco de uma pessoa ser infectada duas vezes, pelos dois vírus, via diferentes exposições - o que pode ocorrer, por exemplo, na existência de múltiplos parceiros sexuais.

O diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais da pasta, Dirceu Grecco, diz que, “mesmo infectada, uma pessoa tem de usar camisinha”.

Ele destaca que o HIV-2, detectado pela primeira vez no Senegal, em 1985, tem evolução mais lenta e é menos transmissível. Porém, é resistente a uma das classes de medicamentos contra a Aids.

Segundo informações da fundação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em 2008, que a epidemia por HIV-1 atingia 34 milhões de pessoas no mundo, enquanto o HIV-2 seria responsável pela infecção de 2 milhões.



Vacina para meningite C será dada a crianças de SP na próxima semana

Imunização passará a fazer parte do calendário do SUS e é gratuita.
Primeiras 600 mil doses estarão em todos os municípios do Estado.

Do G1

A Secretaria estadual de Saúde de São Paulo irá prover, a partir da próxima semana, 600 mil doses de vacinas contra a meningite C, uma das formas mais graves da doença bacteriana. A imunização deve começar no dia 8 de setembro, com participação de todos os municípios paulistas.

Com distribuição gratuita para crianças com menos de 2 anos, a vacina fará parte do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado. No início, serão imunizadas pessoas entre 12 e 23 meses de vida. Para esta faixa etária, na qual ocorrem um quarto dos casos de contaminação pelo meningococo C, apenas uma dose é necessária.

Durante o mês de novembro, bebês com menos de 1 ano de idade receberão duas vezes a vacina, além de uma dose de reforço quando completarem o primeiro aniversário.

Para a secretaria, a vacinação a forma mais indicada de proteção contra a bactéria. A meningite consiste em uma inflamação da meninge, membrana que reveste o cérebro e pode ser transmitida de pessoa a pessoa, pelo ar.

“A vacina tem elevado índice de proteção, chegando a mais de 90%”, afirma Helena Sato, diretora do setor de Imunização do órgão. A imunização conjugada contra o meningococo C é, geralmente, bem tolerada pelo organismo, sem reações colaterais graves. Crianças com histórico de reação anafilática em dose anterior não deverão receber a imunização.



Ago

27

Metade dos adultos brasileiros está acima do peso, segundo IBGE

Excesso de peso também atinge uma em cada três crianças de 5 a 9 anos.
Dados fazem parte de estudo sobre estado nutricional da população.

Do G1, em São Paulo

Quase metade da população brasileira (49%) com 20 anos ou mais está com excesso de peso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado faz parte do estudo “Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil”, divulgado nesta sexta-feira (27). O levantamento integra a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008/2009.

Dos 20 aos 24 anos, as medianas de altura e peso do homem brasileiro são, respectivamente, 1,73 m e 69,4 kg. Já entre as mulheres nessa faixa etária, as medianas são, respectivamente, 1,61 m e 57,8 kg (confira abaixo tabela completa de medianas por faixa etária). Nessa faixa etária, o sobrepeso no sexo masculino saltou de 18,5% em 1974-1975 para 50,1% em 2008-2009. No sexo feminino, o aumento foi menor: de 28,7% para 48%.

O estudo do IBGE avalia o estado nutricional da população a partir da altura para cada idade, peso para cada idade e o Índice de Massa Corpórea (IMC) para cada idade - o índice é obtido com a divisão do peso em quilograma pela altura em metro quadrado. Foram entrevistadas mais de 188 mil pessoas de todas as idades, entre maio de 2008 e maio de 2009.

São consideradas com sobrepeso pessoas com IMC igual ou superior a 25 kg/m2 e menor que 30 kg/m2; e obesas pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m2. Pessoas com IMC inferior a 18,5 kg/m2 têm déficit de peso, segundo o IBGE.

A pesquisa aponta que, além da quase metade dos adultos brasileiros acima do peso, outros 14,8% apresentam obesidade e apenas 2,7% têm déficit de peso. A obesidade é maior entre as mulheres de 20 anos ou mais (16,9% delas) do que entre os homens (12,5%). Já o excesso de peso é registrado em maior parte entre os homens (50,1%) do que entre as mulheres (48%).

Segundo o IBGE, a desnutrição, nos primeiros anos de vida do brasileiro, e o excesso de peso e a obesidade em todas as demais idades, são problemas de grande relevância para a saúde pública. Os dois índices são contabilizados a partir dos números que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera saudáveis. O estudo destaca que a curva de evolução do peso mediano das crianças brasileiras ultrapassa o padrão esperado pela OMS, independente da idade e do sexo.

Das crianças de 5 a 9 anos, uma em cada três (33,5%) tem excesso de peso e 14,3% são obesas. Há déficit de peso em 4,1% das crianças nessa faixa etária. O número de crianças com excesso de peso representa um salto de 20 pontos percentuais em 20 anos.

Médias de altura e peso da população
Idade e grupos de idade
Altura média (cm)
Peso médio (kg)
Homens Mulheres Homens
Mulheres
Menos de 1 ano 67,0 66,0 8,1 7,5
1 ano 81,5 81,3 11,5 10,9
2 anos 92,0 90,8 13,9 13,5
3 anos 98,9 98,3 16,0 15,4
4 anos 106,2 105,3 18,0 17,6
5 anos 112,0 112,0 19,9 19,6
6 anos 118,3 118,5 22,2 22,2
7 anos 124,9 123,3 25,1 24,9
8 anos 129,7 129,4 27,7 27,7
9 anos 135,2 135,0 31,6 31,7
10 anos 139,9 140,4 33,4 34,3
11 anos 143,6 147,5 36,8 39,5
12 anos 151,0 153,0 42,0 44,2
13 anos 157,5 157,0 47,4 47,9
14 anos 164,1 159,1 52,3 50,0
15 anos 167,8 160,0 57,0 52,6
16 anos 170,0 160,3 60,1 53,3
17 anos 171,8 160,5 63,1 54,1
18 anos 172,6 161,1 65,3 55,4
19 anos 172,0 161,2 65,9 56,2
20 a 24 anos 173,0 161,1 69,4 57,8
25 a 29 anos 173,0 160,7 72,7 60,5
30 a 34 anos 171,6 160,0 74,2 62,0
35 a 44 anos 171,0 159,4 74,6 63,8
45 a 54 anos 169,9 158,3 74,6 65,1
55 a 64 anos 168,2 156,6 73,1 65,3
65 a 74 anos 166,9 155,0 70,3 63,4
75 anos e mais 165,7 152,8 66,8 59,2
Fonte: IBGE (2008/2009)

Já entre os adolescentes de 10 a 19 anos, 3,4% apresentam déficit de peso; 20,5% têm excesso de peso; e 4,9% apresentam obesidade. Nesta mesma faixa etária, a maior porcentagem de adolescentes com déficit de peso mora no Nordeste (4,9%). No Sul está a maioria dos que estão acima do peso (26,9%) e das pessoas entre 10 e 19 anos obesas (7,6%).

Ainda de acordo com o IBGE, a desnutrição na infância está concentrada nas famílias com os mais baixos rendimentos e, do ponto de vista geográfico, na Região Norte (veja gráficos acima). O excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, a partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. O instituto afirma que, em adultos, o excesso de peso vem aumentando continuamente desde meados da década de 1970.

Altura
Segundo o IBGE, o padrão de crescimento das crianças e adolescentes brasileiros segue na direção do padrão internacional. Para as crianças de até 10 anos, independentemente do sexo, as alturas medianas praticamente coincidem com a curva padrão, que leva em conta medidas que a OMS considera ideais.

Entre as crianças menores de 5 anos, com renda familiar mensal de mais de um salário mínimo per capita, 6% apresentam déficit de altura – 6,3% entre os meninos e 5,7% entre as meninas. Em ambos os sexos, a prevalência de déficit de altura foi máxima no primeiro ano de vida (8,4% e 9,4%, respectivamente), diminuiu para cerca de 7% no segundo ano e oscilou em torno de 4% a 6% na faixa etária de 2 a 4 anos.

Conforme há aumento da renda familiar mensal per capita, há redução no percentual de crianças menores de 5 anos com déficit de altura. Em famílias com rendas de até um quarto de salário mínimo, 8,2% das crianças nessa faixa etária tinha déficit de altura. Já entre as famílias com mais de 5 salários mínimos por pessoa, esse índice passa a 3,1%.

Quase 7% das crianças entre 5 e 9 anos têm déficit de altura – 7,2% entre os meninos e 6,3% entre as meninas. Dos meninos com déficit de altura, a maioria (8,9%) vive em áreas rurais e 6,8%, em áreas urbanas. Já entre as meninas, os índices correspondem, respectivamente, a 8,1% e 5,8%.

O índice nessa faixa etária, segundo o IBGE, caiu de 29,3% em 1974-1975 para 7,2% em 2008-2009 no sexo masculino e de 26,7% para 7,9% entre as meninas.



Cientistas listam oito sintomas mais comuns do câncer

São sangue na urina, sangramento anal, ao tossir ou pós-menopausa, nódulo no seio ou na próstata, dificuldade para engolir e anemia.

BBC

Pesquisadores na Grã-Bretanha identificaram os oito sintomas mais comuns em pessoas que são diagnosticadas com câncer.

A pesquisa da Keele University, na cidade inglesa de Newcastle-under-Lyme, identificou oito sintomas: sangue na urina, anemia, sangramento anal, sangramento ao tossir, nódulo no seio, dificuldade para engolir, sangramento pós-menopausa e nódulo na próstata.

Segundo os cientistas, pessoas com esses sintomas têm probabilidade maior do que uma em 20 de ter algum tipo de câncer. Quanto mais cedo os pacientes identificarem a doença, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido.

Os cientistas analisaram os resultados de outras 25 pesquisas.

De todos os sintomas, apenas dois deles são considerados mais graves entre pessoas com menos de 55 anos: nódulos nos seios e próstata. Os demais são particularmente mais perigosos em pessoas com mais de 55 anos.

A entidade Cancer Research UK, de pesquisa sobre a doença, disse que quaisquer mudanças no corpo devem levar as pessoas a procurar os médicos.

“Os sintomas identificados neste estudo já são sinais importantes de câncer, mas há mais de 200 tipos de câncer, com muitos sintomas diferentes”, disse um porta-voz da entidade.

“Então se houver uma mudança no corpo, é importante checar isso. Quando o câncer é diagnosticado cedo, o tratamento tem maiores chances de sucesso.”



Degradação da mancha de petróleo é acelerada por novo micróbio

Pesquisadores americanos descobriram que a rápida degradação da mancha de petróleo no Golfo do México pode estar sendo causada por uma nova bactéria

Mancha petróleo - Golfo do MéxicoUma mancha de petróleo é vista próxima à região do vazamento no Golfo do México em julho de 2010, na costa do estado americano de Louisiana. (Getty Images)

O petróleo alterou a comunidade de micróbios significativamente estimulando a formação de bactérias responsáveis pela degradação do óleo

Por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México, uma mancha de óleo foi formada no fundo do oceano entre 1000 e 1200 metros de profundidade e com uma extensão de 16 quilômetros a partir do local onde ocorreu o vazamento. Um estudo realizado pelo laboratório da Universidade de Berkley, EUA, descobriu que a atividade de micróbios, encabeçada por uma espécie nunca antes observada, realiza a degradação do petróleo muito mais rápido do que se esperava e sem reduzir o nível de oxigênio na água de maneira significativa. O estudo será publicado no periódico Science na quinta-feira (26).
O ecologista Terry Hazen, chefe da pesquisa, recolheu dados entre os dias 25 de maio e 2 de junho de 2010 e disse que os “resultados mostraram que o petróleo alterou a comunidade de micróbios significativamente estimulando a formação de bactérias responsáveis pela degradação do óleo”. O crescimento da população dessas bactérias na alta profundidade do Golfo do México e a rápida taxa de degradação do petróleo — de 1 a 6 dias — pode ser um dos mecanismos principais por trás da diminuição da quantidade de óleo disperso.
De acordo com os pesquisadores, o petróleo vazado no Golfo do México representou uma introdução significativa de carbono ao ecossistema da região do vazamento. Hazen e sua equipe determinaram que o micróbio dominante na mancha de óleo é uma nova espécie, muito próxima dos membros da família dos Oceanospirillales, particularmente Pleispirea antarctica e Oceaniserpentilla haliotis. Contudo, Hazen acredita que outros fatores podem ter contribuído para a aceleração da degradação do petróleo.
Os pesquisadores americanos atribuem a degradação acelerada do petróleo em parte por causa da natureza do óleo na região do golfo, que contém grandes quantidades de um componente volátil que é mais fácil de ser degradado. O uso de dispersantes químicos também pode ter acelerado o processo por causa do tamanho reduzido assumido pelas partículas de petróleo. Além disso, a grande quantidade de vazamentos no Golfo do México pode ter feito com que a vida microbiana no fundo do oceano se adaptasse, acelerando a degradação dos hidrocarbonetos. O pesquisador explicou que mais estudos terão que ser realizados para que resultados conclusivos sobre a principal causa da aceleração sejam divulgados. Apesar disso, os pesquisadores já contam bom uma boa notícia.
Uma das maiores preocupações sobre a degradação de petróleo por meio de micróbios na mancha é que o processo natural poderia consumir grandes quantidades de oxigênio, criando as chamadas “zonas-mortas” na água, onde os organismos que precisam de oxigênio não consegue se estabelecer. No entanto, os pesquisadores da Universidade de Berkley descobriram que a concentração de oxigênio fora da mancha era de 67% — frente aos 59% dentro da mancha. A baixa concentração de ferro na água do mar pode ter impedido que a concentração de oxigênio diminuísse muito, uma vez que várias enzimas responsáveis pela degradação do petróleo possuem ferro como componente. “Como não existe muito ferro disponível para formar essas enzimas, a degradação do carbono é mais lenta e o consumo de oxigênio menor”, concluiu Hazen.


Vitamina D pode proteger contra câncer, diabetes e artrite

Estudo britânico ligou deficiência da substância a doenças ligadas a condições genéticas.

BBC

A vitamina D pode proteger o corpo humano contra uma série de doenças ligadas a condições genéticas, incluindo câncer, diabetes, artrite e esclerose múltipla, segundo uma pesquisa britânica recém-publicada.

Os cientistas mapearam os pontos de interação entre a vitamina D e o DNA e identificaram mais de 200 genes influenciados pela substância.

A vitamina D é produzida naturalmente pelo corpo pela exposição ao sol, mas a substância está presente também em peixes e crustáceos e, em menor quantidade, em ovos e leite.

Mas acredita-se que até um bilhão de pessoas em todo o mundo sofram de deficiência de vitamina D pela pouca exposição ao sol.

Já se sabia que a falta de vitamina D podia levar ao raquitismo e havia várias sugestões de ligações com doenças, mas a nova pesquisa, publicada pela revista especializada Genome Research, é a primeira que traz evidências diretas de que a substância controla uma rede de genes ligados com doenças.

Receptores
Os pesquisadores, da Universidade de Oxford, usaram uma nova tecnologia para o sequenciamento do DNA para criar um mapa de receptores de vitamina D ao longo do genoma humano.

O receptor de vitamina D é uma proteína ativada pela substância, que se liga ao DNA e assim determina quais proteínas são produzidas pelo corpo a partir do código genético.

Os pesquisadores identificaram 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma, concentrados principalmente perto de alguns genes ligados a condições como esclerose múltipla, doença de Crohn, lupus, artrite reumatoide e alguns tipos de câncer como leucemia linfática crônica e câncer colo-retal.

Eles também mostraram que a vitamina D tinha um efeito significativo sobre a atividade de 229 genes incluindo o IRF8, associado com a esclerose múltipla, e o PTPN2, ligado à doença de Crohn e ao diabetes do tipo 1.

“Nossa pesquisa mostra de forma dramática a ampla influência que a vitamina D exerce sobre nossa saúde”, afirma um dos coordenadores da pesquisa, Andreas Heger.

Seleção
Os autores afirmam que o consumo de suplementos de vitamina D durante a gravidez e nos primeiros anos de vida podem ter um efeito benéfico sobre a saúde da criança em sua vida no futuro.

Outras pesquisas anteriores já haviam indicado que a pele e os cabelos mais claros entre as populações de partes da Terra com menos incidência de raios solares teriam sido uma consequência da evolução para melhorar a produção de vitamina D.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Oxford, isso poderia explicar a razão de seu estudo ter identificado um número significativo de receptores de vitamina D em regiões do genoma com mutações genéticas mais comumente encontradas em pessoas de ascendência europeia ou asiática.

A deficiência de vitamina D em mulheres grávidas pode provocar contrações pélvicas, aumentando o risco de morte da mãe e do feto. Segundo os pesquisadores, essa situação pode ter levado ao fim de linhagens maternais de pessoas incapazes de aumentar sua disponibilidade de vitamina D.

“A situação em relação à vitamina D é potencialmente uma das pressões seletivas mais poderosas no genoma em tempos recentes”, afirma outro coordenador da pesquisa, George Ebers. “Nosso estudo parece apoiar essa interpretação e pode ser que não tivemos tempo suficiente para fazer todas as adaptações de que precisávamos para suportar nossas circunstâncias”, disse.



Pesquisa da USP indica que salto plataforma é pior que o agulha

Segundo estudo, plataforma prejudica mais a circulação das pernas.
Cirurgião vascular avaliou mulheres com idade entre 20 e 35 anos.

Claudia Silveira Do G1 SP

De acordo com pesquisa, salto agulha prejudica menos a circulação que o plataforma
De acordo com pesquisa, salto agulha prejudica menos a circulação que o plataforma (Foto:
Claudia Silveira/G1)

O salto plataforma pode ser o preferido das mulheres por causa do conforto, mas ele é mais prejudicial à circulação das pernas que o salto agulha. A afirmação é feita pelo cirurgião vascular Wagner Tedeschi Filho, pesquisador da USP que analisou a influência da altura e do tipo de salto na circulação das pernas femininas.

A pesquisa teve duas fases. Em uma delas, o médico avaliou 30 voluntárias saudáveis, com idade entre 20 e 35 anos. Cada uma repetiu o mesmo exame quatro vezes: usando um salto plataforma de 7 cm, um agulha de 7 cm, um de 3,5 cm e descalça. O resultado, conta Tedeschi, mostrou que todos os saltos maiores de 3,5 cm são prejudiciais à circulação, podendo causar varizes, vasinhos, flebites (inflamação da parede de uma veia) e inchaço.

Até aí, o resultado não causa espanto. O que tornou o plataforma vilão das pernas bonitas foi o resultado do exame que media o volume residual venoso. Enquanto o percentual considerado normal desta taxa é 35%, após o uso da plataforma as mulheres tiveram taxa média de 59%. No caso do salto agulha, o percentual foi de 56%. Já o salto mais baixo, de 3,5 cm, apresentou volume residual venoso de 49%.

“O estudo mostrou que o salto alto compromete a contração da panturrilha, que funciona como uma ‘bomba’ na perna. A quantidade de sangue represado na perna aumenta para saltos maiores de 3,5 cm”, diz Tedeschi. Esse “represamento” é o volume residual venoso, responsável pelo surgimento das varizes.

Para entender de que forma o salto compromete a circulação e influencia o percentual do volume residual, é preciso entender a diferença entre o sangue arterial e o venoso.

O arterial, explica Tedeschi, sai do coração “limpo” e vai “abastecer” de oxigênio as extremidades do corpo, no caso, as pernas. O sangue venoso é o inverso: ele sai das extremidades do corpo, é pobre em oxigênio – que já foi distribuído – e segue em direção ao coração. Se no meio do caminho ele encontra as veias contraídas pela panturrilha, observa o médico, vai ocorrer o acúmulo de sangue, sobrecarregando as veias.

Daí para frente, surgem as consequências que as mulheres conhecem bem: vasinhos, inchaço, varizes, dor e sensação de peso nas pernas.

Segundo Tedeschi, o salto plataforma é mais prejudicial à circulação justamente por apoiar melhor o pé, o que é responsável pelo conforto. Esse “abraço” nos pés femininos compromete a circulação do sangue venoso, que já enfrenta a força da gravidade no percurso em direção ao coração.

Pesquisa inédita

Segundo o cirurgião vascular Wagner Tedeschi Filho, estudiosos do Brasil já realizaram várias pesquisas sobre o uso de salto alto. O diferencial desta, diz o médico, é o uso da pletismografia a ar completo, tendo como base protocolos internacionais de pesquisa, válidos no mundo inteiro.

“O resultado dá embasamento para orientação de pacientes em consultório, pois muitas se queixam de dor e perguntam sobre o uso de salto alto.”



Crianças devem tomar 2ª dose de vacina contra paralisia infantil neste sábado

No Rio e em São Paulo, os postos de saúde vão funcionar das 8h às 17h

Do R7
Agência BrasilAgência Brasil

Vacina conta poliomielite é dada por gotinhas


Mais de 14,6 milhões de crianças de até cinco anos de idade devem ir aos postos de saúde neste sábado (14) para receber a segunda dose da vacina contra poliomielite, doença causada por vírus e que pode provocar paralisia e levar à morte. A vacina, teve a primeira dose da campanha deste ano distribuída no dia 12 de junho, é dada por via oral, por meio das famosas gotinhas.

Em São Paulo e no Rio, os postos vão atender das 8h às 17h. Para outros locais, é recomendável consultar a secretaria de saúde para saber do horário. A meta é imunizar aos menos 95% das crianças do país nessa faixa etária.

O Brasil não registra casos da doença desde 1989, mas é importante que as crianças recebam a dose para que o problema não volte. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 26 países ainda registram casos de poliomielite.  Em países como Paquistão, Índia, Afeganistão e Nigéria há transmissão constante do vírus.

A vacina contra a paralisia infantil não tem contraindicações. Devem evitar a dose apenas as crianças imunodeprimidas (com sistema imunológico muito sensível), como aquelas que estão passando por tratamentos de quimioterapia ou radioterapia.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno, diz que “é a imunização que garante a não circulação do vírus selvagem da poliomielite no país”.

– Por isso é tão importante vacinar as crianças nas duas etapas da campanha.

A vacina não apresenta contra-indicações, mas a recomendação é que crianças que estejam com febre acima de 38º ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receber a dose. Devem evitar a dose apenas as crianças imunodeprimidas (com sistema imunológico muito sensível), como aquelas que estão passando por tratamentos de quimioterapia e radioterapia ou de HIV.

A poliomielite é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus selvagem que pode atingir o sistema central e causar paralisia muscular ou até a morte.

Não há cura para a doença, mas existe um meio poderoso de prevenção: a vacina. Desde 1980 o Brasil faz campanhas anuais de vacinação contra a poliomielite, o que fez com que o último caso de infecção no país fosse registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da OMS o certificado de eliminação da doença. 

É possível tomar a dose durante todo o ano gratuitamente, por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). Entretanto, é importante que as crianças de até cinco anos tomem as duas doses da campanha nacional anual, já que isso ajuda a proteger toda a população contra a doença. Isso porque o vírus presente na vacina, que é enfraquecido, dissemina-se no ambiente, aumentando a cobertura. Isso protege a comunidade como um todo.



Chuva de meteoros é registrada em várias partes do mundo

Fenômeno ocorre quando a Terra cruza os destroços do cometa Swift-Tutle.
Norte e Nordeste do Brasil também teriam facilidade para ver os meteoros.

A chuva de meteoros Perseidas foi registrada em vários pontos do mundo ao longo da madrugada desta sexta-feira (13). Quem ficou acordado e contou com a sorte de céu claro e sem nuvens pôde ver o fenômeno.

Perseidas é registrada sobre Stonehenge, na planície de Salisbury, ao sul da Inglaterra. Foto de exposição longa.
Perseidas é registrada sobre Stonehenge, na planície de Salisbury, ao sul da Inglaterra. Foto de exposição longa. (Foto: Doherty Kieran / Reuters)

No Brasil, o Norte e Nordeste teriam mais facilidade de observar o fenêmeno, mas demais regiões do país também poderiam ver os meteoros mais brilhantes nas últimas horas de escuridão, antes do amanhecer.

Fenômeno também foi registrado em Grazalema, sul da na Espanha.
Fenômeno também foi registrado em Grazalema, sul da na Espanha. (Foto: Jorge Guerrero / AFP Photo)

O astrônomo Cássio Leandro Barbosa, colunista do G1, explica que essa chuva é associada ao cometa Swift-Tutle, que dá uma volta ao redor do Sol a cada 130 anos. Ela ocorre sempre que a Terra cruza a linha de destroços deixada pelo cometa.

Foto de longa exposição em uma estrada montanhosa ao sul de Skopje, capital da Macedônia, registra os meteoros riscando o céu ao entrarem na atmosfera da Terra.Foto de longa exposição em uma estrada montanhosa ao sul de Skopje, capital da Macedônia, registra os meteoros riscando o céu ao entrarem na atmosfera da Terra. (Foto: Boris Grdanoski /AP Photo)

Quem mora fora do Brasil, no Hemisfério Norte, ganhou uma visão mais privilegiada e pôde chegar a ver até 142 meteoros por hora. Do G1, em São Paulo



Ago

13

Casos de dengue tipo 4 em Roraima são confirmados no Pará

Instituto Evandro Chagas apresenta contraprova para três casos do vírus.
Coletiva de imprensa para explicar o caso será realizada em Boa Vista.

Do G1, em São Paulo

O Instituto Evandro Chagas (IEC) divulgou a confirmação de três casos de dengue tipo 4 em Roraima, após exames de contraprova. Um quarto caso ainda é avaliado pelo centro de análise na capital do Pará.

A primeira suspeita da doença foi levantada em 30 de julho pelo Laboratório Central de Roraima (Lacen), que encaminhou outras 19 amostras ao IEC, conforme protocolo definido pelo Ministério da Saúde para confirmações dessa natureza em toda a região Norte.

Todos os casos foram registrados em Boa Vista, nos bairros Cidade Satélite, Santa Teresa e Buritis. A amostra de Pricumã ainda passa por análise do IEC. O secretário adjunto estadual de Saúde, Alexandre Salomão, e autoridades da capital e do Ministério da Saúde participarão de coletiva de imprensa nesta ultima quinta-feira (12), às 10 horas, para explicar o assunto.

A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima informou que trabalhos para identificar e eliminar criadouros do mosquito estão sendo realizados desde quarta-feira, por 140 agentes comunitários em visitas a 3 mil residências do bairro de Buritis, na capital. Inseticidas também foram aplicados no local.

A dengue tipo 4 apresenta risco a pessoas já contaminadas com os vírus 1, 2 ou 3, que são vulneráveis à manifestação alternativa da doença. Complicações podem levar pessoas infectadas ao desenvolvimento de dengue hemorrágica.

O DEN-4 foi identificado pela primeira vez no Brasil há 28 anos.